A cada ano que passa, milhares de mudanças acontecem em todos os nichos da sociedade, e na educação não poderia ser diferente. Se você, pai/mãe, fizer uma breve análise do que vivia na época da escola e comparar com o que o seu filho vive, já verá que tudo – ou quase tudo – mudou.
Acompanhar essas mudanças e ficar por dentro delas, não é fácil. Afinal, enquanto nossos filhos estão na escola, nós estamos trabalhando ou ocupados em qualquer outra atividade. Não somos onipresentes e por isso temos que confiar no que contam nossos pequenos e nos relatos do corpo docente.
Porém, se antes o que estava na boca dos pequenos eram os últimos capítulos de Malhação, Chiquititas ou quaisquer outros assuntos do universo deles, hoje a realidade é outra. O que é falado pelos pais dentro de casa, é escutado pelas crianças e levado para a escola. Um exemplo? A política.
Uma matéria no Jornal Estadão na última semana, trouxe declarações de professores e pais que se depararam com discussões e manifestações de bullying por parte de alunos (pasmem, de educação infantil), com colegas considerados “coxinhas ou petralhas” (denominações dadas a pessoas que são a favor e contra o atual governo).
Não podemos esquecer que são apenas crianças. É preciso estar por dentro, ficar de olho, se aproximar e acompanhar a rotina escolar dos filhos para saber o que está sendo discutido e como está sendo feito. Afinal, com que embasamento uma criança ataca a outra com declarações que apenas adultos sabem de fato o que significam e porque estão sendo usadas?
Algumas escolas estão utilizando a tecnologia para tornar mais fácil a aproximação dos pais e evitar que eles não estejam a par do que os filhos estão vivenciando diariamente. Aplicativos de comunicação e gestão, como o Escola Direta, são primordiais para essa relação, pois simplificam processos e se tornam um canal direto entre professores, direção e pais.
Nós sabemos que eles repetem o que escutam. E se hoje é tão difícil deixá-los longe de tudo o que estamos vivendo e da realidade política e econômica do país, deixemos que eles conheçam e entendam. Mas fique por perto. Eles precisam de nós.
