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Bullying na escola: Como identificar?

 

Termo recorrente nas escolas de todo o mundo, o bullying tira o sono de muitos pais, mães e até de diretores de escolas. Mas como muitas vítimas dessa violência verbal, psicológica e até mesmo física preferem não expor o problema, como fazer para identificar alguém que sofra com isso?

 

O primeiro ponto que pode ser analisado como um sinal de alerta é a alteração do comportamento da criança ou do adolescente, principalmente quando isso acontece de maneira repentina. A falta de vontade de ir para a escola é o primeiro indício de que algo não está agradando. Depois, a queda no rendimento escolar, algo que depende de um pouco mais de tempo para ser percebido, também pode ser um indício de bullying.

 

Em casos mais graves, marcas de agressão física ou simples machucados devem deixar a “pulga atrás das orelhas” dos pais. Desconfie de justificativas como quedas no pátio e batidas acidentais.

 

Cyberbullying

 

Com o avanço da tecnologia e a disseminação das redes sociais e dos smartphones, muitas crianças já crescem com acesso à internet e buscam ficar sempre antenadas em tudo e em contato com todos, o que por um lado é bom, porém, esse território cibernético também pode ser um terreno muito fértil para a prática do bullying, que na internet recebe o nome de cyberbullying.

Nestes casos, a fiscalização fica ainda mais difícil, já que as contas são protegidas por senhas e, muitas vezes, os agressores se escondem atrás de perfis falsos e têm a possibilidade de apagar as provas.

Como ajudar?

 

Para os pais, é essencial manter uma conversa com os filhos sobre o que acontece na escola diariamente e também manter contato com diretores e professores para que eles possam avisar sobre mudanças de comportamento ou até mesmo ocorrências que aconteceram durante a aula.

 

A tecnologia vem exercendo um papel muito importante neste processo de aproximação entre pais e colégios, afinal, com a rotina atarefada, fica cada vez mais difícil para as famílias participarem ativamente da vida escolar das crianças.

 

Para otimizar essa comunicação algumas escolas estão implementando sistemas e aplicativos práticos, que podem ser usados via smartphone ou tablet. Podemos citar como exemplo o app Escola Direta, que emite notificações caso alguma situação anormal ocorra enquanto o aluno estiver na escola, podendo solicitar a presença do pai ou da mãe em casos mais graves, além de muitas outras funções interativas.

 

Entretanto, ressaltamos que apenas a aproximação com a escola não é o suficiente. O bullying é problema sério. Converse com seus filhos em casa sobre isso, tanto para não se tornarem vítimas quanto para não serem os praticantes deste ato de violência. Procure o colégio e pergunte sobre ações para evitar o bullying. Os pais têm papel essencial na prevenção.

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