Para quem está acostumado a acessar a internet a qualquer hora e em qualquer lugar, falar que algumas pessoas ainda nem sabem o que é se conectar ao mundo virtual é algo praticamente impensável. Agora imagine para quem trabalha com educação e não pode nem imaginar usar essa ferramenta como aliada. Pois é, isso ainda acontece – e muito – no Brasil.
Muitas escolas públicas brasileiras ainda sofrem com a falta de conexão à internet e até mesmo as que possuem enfrentam uma conexão de baixa qualidade. O panorama vem melhorando sim, é verdade, mas ainda é necessário fazer mais.
Cenário atual
Segundo uma reportagem da EBC (Agência Brasil de Notícias), 78% das escolas públicas urbanas já contam com acesso à internet. Este montante deixa de fora cerca de 32 mil escolas, grande parte na área rural, que tem apenas 13% de instituições conectadas. Porém, grande parte das que usam a internet no dia a dia contam com uma conexão com velocidades abaixo do recomendado.
A falta do acesso à rede pode prejudicar os estudos e a ampliação do conhecimento dos estudantes, diminuindo o nível de igualdade para eles. “Ao expandir o acesso à informação e permitir que professores e alunos acionem diferentes fontes e aprofundem seus repertórios, democratiza-se o acesso à informação e a materiais pedagógicos de qualidade, em especial para escolas com menos recursos”, falou Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), em entrevista à EBC.
Desafios
Boa parte das escolas públicas que receberam a conexão à internet tiveram o apoio do Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE), que é uma parceria do governo federal com empresas de telefonia. O objetivo, como o próprio nome diz, é garantir conexões de banda larga para as escolas.
O cenário atual mostra que nove mil escolas ainda não têm acessol, deixando mais de quatro milhões de alunos sem os benefícios da internet.
Além das dificuldades para chegar a todos os alunos do país, o Brasil ainda sofre com outro problema: a baixa velocidade. O PBLE prevê conexões de, no mínimo, dois megabytes por segundo (Mbps). Isso foi definido em 2010, estando fora de compasso com as conexões atuais e bem longe da praticada em outros países mais desenvolvidos, que trabalham com velocidades de 50 a 100 Mbps. Mas isso não é exclusividade das escolas, já que a internet brasileira é uma das mais lentas do mundo, atrás de países como Iraque e Kwait, de acordo com o G1, com base em um levantamento da Anatel.
Benefícios
Aumento do alcance das informações, pesquisas e resultados praticamente instantâneos, discussões com amigos e estudantes de outros lugares. Esses são apenas alguns dos benefícios proporcionados pela internet na educação.
Poder contar com a ferramenta nas escolas é certeza de aumento no aprendizado e de discussões mais aprofundadas sobre assuntos do dia a dia ou até mesmo de temas da grade de ensino, independentemente da disciplina. Conectar os alunos à internet é conectá-los ao mundo.
Lembrando que, para a iniciativa dar certo, requer um acompanhamento muito próximo, tanto dos professores e diretores das escolas quanto dos pais, que podem e devem fiscalizar os acessos dos filhos. E isso também vale para o uso do computador ou celular em casa.
E na sua escola, você – ou seu filho – usa a internet? Ele aprende mais e melhor? Conte para nós as vantagens e desvantagens que você vê no uso desta ferramenta no ensino.