Um dos principais problemas na educação do Brasil é a evasão escolar. Segundo a Unicef, cerca de 1,7 milhão de adolescentes, entre 15 e 17 anos, estão fora da escola no país. O número é muito preocupante e nos leva a pensar qual o motivo de tantos jovens deixando os estudos?
Uma possível explicação esteja no formato do ensino atual. Ainda engessado na maioria dos casos, com materiais sem interatividade e sem apelo visual, que estimulam o aluno a continuar estudando.
Como fazer a transição entre o ensino tradicional e o moderno?
Segundo alguns especialistas, o princípio deve ser pela “gamificação” da educação. Como assim? A expressão “gamificar” vem de game, jogo em inglês. Isso não quer dizer, necessariamente, transformar as aulas em um jogo recreativo, mas sim utilizar alguns elementos para tornar os conteúdos mais atrativos.
Muitos jovens – talvez a maioria deles – prefere jogar a estudar. Então porque não tornar este, que poderia ser um inimigo do ensino, em aliado? Usar pontos como a permissão para errar, a necessidade de aprender algo novo para avançar e o sistema de respeito às regras pode tornar as aulas e, consequentemente, o ensino mais empolgantes. Para os professores, esta pode ser uma ferramenta muito rica, ajudando a desenvolver habilidades que ele pretende e possibilitando um feedback rápido para que o estudante se sinta sendo observado e instigado a melhorar.
Talvez este “novo mundo” afaste e tenha a resistência de alguns educadores mais tradicionais, uma vez que muitos ainda não estão convencidos da eficácia real do uso da tecnologia na educação. Há quem diga até que esse processo atrapalha no aprendizado, mas algo precisa ser feito para frear a evasão. E este pode ser um primeiro (grande) passo em busca da reaproximação com os jovens.